quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Do Fundo do Baú: Dr. Quinn – A Mulher que cura

Esse seriado médico reunia tudo que eu gosto, falava de uma mulher forte à frente do seu tempo que enfrenta a sociedade machista da sua época, e ainda misturava a ação de um bom Wersten com o romance e conflitos familiares. Se você já conhecia, vamos relembrar e caso nunca tenha ouvido falar, te apresento a fantástica Doutora Michaela Anne Quinn.

A Série começa no ano de 1867, a Doutora Michaela conta que seu pai, um médico famoso de Boston – uma das maiores e mais importantes cidades dos EUA na época – percebeu na filha caçula o talento para a profissão e por isso a incentivou a estudar medicina e trabalhar com ele em seu consultório. No começo a família e os pacientes eram contra mas a moça foi conquistando respeito, porém quando o pai falece ela é impedida de continuar trabalhando no consultório particular.

Para continuar exercendo a profissão, ela vai à fronteira de Colorado Springs, em uma cidade típica do velho oeste, onde as pessoas olham com desconfiança uma mulher médica e solteira; e para piorar acaba adotando 3 órfãos, filhos de uma de suas primeiras pacientes, mesmo a contragosto de sua mãe. E o drama não acaba ainda, a médica ainda precisa dar conta de um relacionamento complicado com Sully, homem branco que vive entre os índios. Tudo isso no primeiro episódio, um especial de mais de uma hora. Ao longo das 6 temporadas, ela conquista os órfãos e passa a ser tratada como uma mãe; e após muitas provas de sua competência, é aceita como médica por todos, brancos e índios.

Falando assim, parece que foi tudo rápido e contínuo, contudo a jornada foi longa e cheia de percalços, as pessoas não confiavam em estranhos, temiam a medicina moderna e eram extremamente machistas. E ela passa por diversos problemas, como epidemias de gripe, conflitos entre os colonos e os índios, pessoas que se recusam a tomar vacinas e falta de medicamentos. Quem assiste a seriados médicos como Grey’s Anatomy sabe que, mesmo com toda a tecnologia e avanços da medicina de hoje, um médico não pode garantir que seu tratamento vai funcionar, imagina no século XIX quando a história se passa.

Além de um elenco que merece respeito, destaque para Jane Seymour fazendo o papel principal, que transmite com competência toda força e os conflitos que a doutora passa, a ambientação é perfeita: tanto os figurinos como os cenários não deixam a desejar a nenhuma produção atual (embora a série seja do começo dos anos 1990s). Muitas vezes o plano de ambientação acabam sendo usados de forma preguiçosa, abusando de ícones das cidades para já jogar na sua cara onde e quando a história vai ocorrer, já em Dra. Quinn, não só de estabelece o local da história, também se associa com elementos da mesma, a visão limitada de mundo do povo de Colorado Springs, o telespectador se sente na cidade, como se estivesse lá naquela época.


Junto com essa qualidade técnica, a série é uma lição de civilidade e tolerância com os diferentes. Por mais que nossa sociedade tenha evoluído, ainda somos programados a olhar com desconfiança os diferentes e ver classes estigmatizadas (tipo mulheres solteiras ou povos indígenas) como inimigos, quando o certo seria julgar os indivíduos de acordo com suas ações. Por isso, ao assistir um seriado desses somos levados não apenas a julgar os personagens, mas repensar nossos próprios preconceitos.

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7 comentários:

  1. Oi Gi tudo bem?

    Adoro séries/filmes/livros o que for onde tenham personagens femininas que são o significado de independentes e que fazem as coisas acontecerem. Eu estou um pouco parada com séries e tudo do gênero, mas adorei saber um pouco sobre Doutora Quinn e com certeza irei procurar pra assistir!

    Bjs
    Blog Tell Me a Book

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  2. Uau!! Sempre quis ler/ver uma história que se passasse no velho oeste, sou apaixonada pela temática, mas é muito difícil encontrar algo nesse tema. Pelo jeito esse é o tipo de série que te pega de jeito.
    Uma mulher médica em uma época tão machista? Já estou add esse série na minha lista.

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  3. Oie!
    Nossa, fiquei curiosa para assistir essa história!
    Ainda não conhecia esse título, mas depois do que comentou, fiquei pensando como ainda não conhecia. Já anotei para procurar e assistir!
    Bjks!
    Histórias sem Fim

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  4. Oi!
    Eu não conhecia a série e não sei se assistiria por ser tratar de uma história médica, mas achei muito interessante ela trazer uma protagonista feminina tão forte e à frente do seu tempo, ainda mais para a época em que foi feita.
    Gostei da dica!
    Bjss

    http://umolhardeestrangeiro.blogspot.com.br/

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  5. Oi Gi tudo bem?
    Eu já tinha ouvido falar da série pq ela foi citada em algum livro que eu li, mas confesso que não tinha ideia de que ela realmente existia rsrsrsrs
    Não sei se assistiria ela hoje em dia, mas agora que sei que existe mesmo vou deixar a dica anotada
    bjos
    Pah
    Lendo e Escrevendo

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  6. Olá!

    Não conhecia essa série, mas adorei a premissa e fiquei super curiosa e com vontade de ler. Parece muito legal! Me fez lembrar de uma história real...

    Dica anotada! Valeu!!!

    Beijo!

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    Respostas
    1. Corrigindo: de assistir.
      Quando mencionei a história que me fez lembrar, acabei escrevendo ler. rs

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